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Artigo - Quando o plenário parou

Confira artigo do deputado federal Felipe Rigoni publicado no jornal A Gazeta (ES) desta segunda-feira (11)

· artigo,deputado federal,discurso

Era quase madrugada quando liguei o computador e rascunhei as primeiras ideias para o discurso que faria no dia seguinte, meu primeiro pronunciamento na Câmara dos Deputados. A responsabilidade de dar voz a mais de 84 mil eleitores, o receio de ser ignorado pelo barulho de 512 parlamentares, tudo era novo e me deixava ansioso.

Dormi e sonhei. Sonhei que o plenário esquecia das brigas políticas e divergências ideológicas para me ouvir. Pensativo, fui à Câmara no dia seguinte e segui minha rotina. Chamado à tribuna, me apresentei, contei minha história, falei das escolhas que fiz ao longo da vida e notei que o burburinho havia cessado. O plenário estava parado!

Neste momento, quando o plenário parou, sorri. Sorri por perceber que o diálogo é possível. Quando o plenário parou, lembrei de algo maior que une os bons brasileiros: o desejo de construir um país melhor.

Quando o plenário parou, senti que o sonho e a esperança de tantos capixabas que carrego comigo eram capazes de tocar mais pessoas.

É por este motivo que estamos há um mês em Brasília praticando diariamente o exercício da boa política. Com transparência e intensa participação popular, discutimos cada passo, cada voto e cada proposta com a sociedade – reunimos, somente no aplicativo do “Nosso Mandato”, cerca de 500 eleitores até o momento.

Estamos economizando 20% da verba de gabinete e da cota parlamentar, utilizando apenas 11 dos 25 assessores que a Câmara permite, hasteando a bandeira da gestão pública eficiente e inovadora.

O processo seletivo para composição do nosso gabinete, por exemplo, reuniu 10 mil pessoas de todo o Brasil, mostrando a crença da nova geração na política.

Vamos seguir lutando pela promoção da igualdade de oportunidades, especialmente por meio da educação, e pelo desenvolvimento socioeconômico do país. Queremos uma política mais ativa e atuante, que tenha a sensibilidade para perceber a necessidade do outro. Um plenário que saiba a hora certa de parar e ouvir a voz e os anseios dos brasileiros.

Artigo originalmente publicado no jornal A Gazeta (ES) de 11 de março de 2019

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